quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Idealismo

Falas de amor, e eu ouço tudo e calo!
O amor na Humanidade é uma mentira.
É. E é por isto que na minha lira
De amores fúteis poucas vezes falo.

O amor! Quando virei por fim a amá-lo?!
Quando, se o amor que a Humanidade inspira
É o amor do sibarita e da hetaíra,
Da Messalina e de Sardanapalo?!

Pois é mister que, para o amor sagrado,
O mundo fique imaterializado
- Alavanca desviada do seu fulcro - 

E haja só amizade verdadeira
Duma caveira para outra caveira
Do meu sepulcro para o teu sepulcro?!

Augusto dos Anjos

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Não deveria me importar com nada disso.
Mas me importo.
Importo-me por saber que jamais serei
Quem eu quero ser.
Ou simplesmente bom o suficiente pra você.

E quando eu descobri que não era único, a tristeza me dominou.
E as lágrimas escapavam-me.
Sem controle algum.
Sem valor algum.
Sem coração.

The same

"A distância significa pouco quando a pessoa significa muito."

O problema é saber se ela pensa o mesmo.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Dentro de ti


O algodão da tua blusa roçando meu braço e eu abro cada botão enquanto tua língua quente tenta controlar a minha, inquieta. Desistente, tua boca percorre meu pescoço e a inevitável quebra do meu contato comigo mesmo começa... Um gemido me escapa por entre os lábios ao mesmo tempo que sinto tua respiração doce e ofegante sobre minha pele; meus dedos tremem ao abrir os botões, a curiosidade me toma. O que me espera por debaixo desse tecido? Perco a paciência. 
Arrebento os botões que restam num só puxão e me deparo com uma pele branca, pálida e linda, talvez me fizesse lembrar a lua, mas meus sentidos não estão tão bons a ponto de confirmar tal alusão. Olho nos teus olhos e tento desvendar teus mistérios, tento me colocar dentro de ti como meus dedos se colocam entre seus cabelos, mas você os fecha e volta a me beijar, eu correspondo e te guio contra a parede. Você puxa meu cabelo e sussurra em meu ouvido: “na cama”. Solto um riso malicioso e te viro, colo a mão em sua barriga e te empurro, termino de tirar sua blusa. Você se apoia com os cotovelos e me olha nos olhos como se quisesse ler o que eu estou pensando.

Não estou pensando. Sou puro instinto

A racionalidade se perde quando você me olha assim. Encontro teus lábios e desço. Exploro teu pescoço, você se contorce. Desço para o seus peitos e minha língua se vê perdida quando encontra a barriga. Olho-te novamente, rio e sinto meus olhos brilhando com a euforia de te ter em meus braços, pelo menos uma vez. Beijo-te mais uma vez e continuo a fazer por toda sua pele, sentindo cada tremor teu, cada pêlo eriçando, na língua. Procuro a fivela do teu cinto e abro, num movimento único o botão da sua calça está aberto, enquanto desço o zíper, colo meu rosto ao teu e sussurro em teu ouvido: “Sinta isso... respire isso”. O tesão explode em cada poro teu e depois de ver tua pele completamente nua, entrelaço meus membros aos teus. Você me diz, ofegando: “eu... te... adoro...”. Olho-te no fundo dos olhos e a única coisa que consigo responder é... “Acredite nisso”.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Sei

O Nando Reis lançou o CD "Sei" ano passado e uma das músicas que mais me encantaram foi a que dá nome ao álbum. A letra é incrível, como é de se esperar dele.

Sabe, quando a gente tem vontade de encontrar
A novidade de uma pessoa
Quando o tempo passa rápido
Quando você está ao lado dessa pessoa
Quando dá vontade de ficar nos braços dela
E nunca mais sair


Sabe, quando a felicidade invade
Quando pensa na imagem da pessoa
Quando lembra que seus lábios encontraram
Outros lábios de uma pessoa
E o beijo esperado ainda está molhado
E guardado ali


Em sua boca
Que se abre e sorri feliz
Quando fala o nome daquela pessoa
Quando quer beijar de novo e muito
Os lábios desejados da sua pessoa
Quando quer que acabe logo a viagem
Que levou ela pra longe daqui


Sabe, quando passa a nuvem brasa
Abre o corpo, sopro do ar que traz essa pessoa
Quando quer ali deitar, se alimentar
E entregar seu corpo pra pessoa
Quando pensa porque não disse a verdade
É que eu queria que ela estivesse aqui


Sei, eu sei 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Time heals

Às vezes, me pergunto até que ponto a monstruosidade de alguém pode chegar em relação ao outro.
Uma pessoa que se mostra extremamente apaixonante e preocupada não passa de alguém que te usa somente pra ter o "ego massageado". Mas eu não sirvo mais pra isso.
Não é minha culpa você ter uma auto-estima tão baixa a ponto de manipular o outro pra se sentir melhor.
Te cobram perfeição e você faz com que o outro te ache perfeito.
Todavia, o problema não é esse totalmente.
O problema real é usar uma pessoa iludindo-a. E não é só uma pessoa. Não sou só eu. São várias.
Ou é característica de uma psicopatia ou é muita ingenuidade achar que vai conseguir manter todos no escuro por tanto tempo.
Se existe algum aliado do homem, este, senhoras e senhores, é o TEMPO. Viver "à mercê" das contingências de reforçamento (termo técnico do Behaviorismo, perdoem-me) é o que nos faz ser quem somos e é o que define a qualidade de vida que temos ou não.
Talvez a culpa seja minha, no fim das contas. Talvez eu que tenha me deixado iludir, me deixado levar pelo comportamento verbal manipulador de outrem. Talvez eu tenha me deixado sofrer.
O problema nisso tudo é que eu senti. E ainda sinto, talvez. Eu sabia de toda a verdade, mas ainda tinha uma esperança de que alguém não poderia ser tão frio.
Mas é. Talvez seja. Nessa situação. Nessas contingências. E isso é a morte para mim.
Eu sou totalmente verdadeiro. Genuíno. Se eu sinto eu digo. E digo mesmo que esteja cometendo um erro.
Agora o que eu digo é: eu não sei o que estou sentindo. É o misto daquilo que já sentia com a decepção de confirmar uma hipótese ruim. O choro me durou horas. Mas eu tive amigos para me segurar e não me deixar cair.

A música é muito recorrente na minha vida. Existem duas músicas que expressam esse sentimento. Deixarei o trecho de uma delas:

"Sei que você gosta de brincar de amores
Mas ó, comigo não. Comigo não.
Sei também que eu não sei mais nada, nada.
Um dia você vai ouvir de alguém
O que eu ouvi de ti.
E então irá pensar como eu sonhei em vão"
 

Beijos, R.

O vinho (repostagem)

E esse vinho me fazendo pensar em como seria bom ter você aqui do meu lado...
Beijando minha boca, mordendo meus lábios, acariciando meus cabelos.
Você cada vez mais perto de mim... a ponto de sentir tua pele atravessando a minha.
Teus cabelos roçando meus braços enquanto me beija... sua língua esgrimando a minha.
Quero seus olhos sendo espelhos do meu, quando abertos; seus olhos me falando tudo que você está sentindo enquanto eu passo meus dedos por todo seu corpo, de leve, causando arrepios. Arrepios que te fazem pedir mais de mim... e eu mais de você.
Cada vez mais. Mais perto. Mais intenso.
A intensidade do teu corpo sobre o meu; suas pernas entrelaçadas às minhas... aperto tuas coxas enquanto você sussurra o que você bem entende ao meu ouvido.
A tua respiração mais ofegante a cada toque meu enquanto sinto teus dentes encontrando meus lábios vermelhos.
O suor saindo dos teus poros encontrando o meu, frenesi de luxúria... tesão. Paixão.
Amor pra toda vida, por que não?
Que jamais acabará.

Devaneios (repostagem)

Cada pedaço teu cobrindo meu corpo, me enlouquecendo, me amando... me esquentando.
Tua pele macia e tuas mãos trêmulas ao me tocar; talvez aquele sentimento em que você fica desnorteado, aquele sentimento que te faz perder o contato com o próprio eu por alguns instantes te dominando. E estava me dominando. Quanto mais você me tocava, quanto mais você me mordia, mais eu queria. E mais precisava. Queria cada poro teu junto ao meu. Cada beijo fazia começar um novo frenesi. Uma nova vontade; cada carícia, um novo arrepio.
Tua mão percorria devagar, como se quisesse tocar e sentir cada pedaço do meu corpo... e aumentava meu desejo. Meu querer você. Seus olhos, grandes, olhavam profundamente os meus como se quisessem dizer alguma coisa muito importante. Olhavam-me com desespero de que nunca mais me teria ali...
E teria. Pra sempre.
Enquanto quisesse. Enquanto pudesse.
Sua alma pertenceria à minha e a minha à sua. Nossas vidas se cruzariam como uma.
Eu te faria a pessoa mais feliz do mundo, se me desse a oportunidade.
E na mais remota oportunidade, quereria ser a pessoa mais feliz do mundo também
E esse texto não pode expressar os sentimentos. E nenhuma palavra pode.
Só olhares.
E a falta de coragem.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Todo amor que houver nessa vida

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia!

E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente nem vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia

E se eu achar tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro, feito um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente, não!
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E algum veneno antimonotonia
E algum...


Frejat/ Cazuza

Sorrindo e acenando.

Mudanças, às vezes, podem não ser tão demoradas como a maioria de nós pensa; podem ser simplesmente abruptas, repentes, no "aqui e agora". E nós temos de estar preparados para a adaptação, creio eu. Precisamos acostumar-nos com nós mesmos. Com novos "eus", com novas situações e novos atos diantes dessas situações onde outrora agiríamos completamente diferente. Precisamos aceitar que mudanças vêm,muitas vezes deliberadamente e muitas vezes "forçadamente" e que na maioria das vezes, vem para o bem. Para o nosso bem-estar. E que "sorrir e acenar" seja a melhor opção dentro de um leque de atitudes grosseiras que poderíamos muito bem emitir sem arrependimento algum e com razão. Precisamos aceitar que as pessoas podem querer-nos em suas vidas ou não, por mais que você as queira ao seu lado. Mas fodam-se todos esses "precisamos", porque, na verdade, quem precisa fazer tudo isso sou eu.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Confusão

Sabe quando você se sente um pouco "deslocado"?
Sabe quando parece que falta alguma coisa para você realmente fazer diferença pra alguém?
Sei lá. Esses dias eu estava pensando: eu sou tão... substituível.
Tenho a sensação de sempre ser passageiro na vida das pessoas... quando elas não precisam mais de mim, me descartam, ou simplesmente substituem por alguém que possa oferecer mais.
Não digo isso como se fosse algo ruim realmente. Eu entendo que as pessoas têm o direito de "enjoarem" e de querer coisas novas.
O que me frustra é que eu sempre dou o meu melhor para todo mundo. Eu sempre quero o bem de todo mundo, principalmente meus amigos. Se eu pudesse abraçar todos e protegê-los de tudo, o faria. E, talvez, esse seja o meu maior erro.
Será? Sei lá. Eu sou cheio de defeitos também.
Defeitos alguns que eu nem ligo de ter. É bom ter defeitos. Ser "perfeitinho" demais, imagino que seja irritante, na mesma proporção.
Eu não sei o que sentir quando me sinto deslocado. Consegue entender?
Eu não sei se eu deveria ficar triste, decepcionado, irritado. Não sei nem com quem. Se com os outros ou comigo.
Sabe quando falta o sentir?
Eu sei lá.
Acho que esse foi mais um texto de incertezas. De devaneios. De como minha vida seria melhor se os "Se eu", "Se isso" acontecessem.
Possibilidades infundadas somente. E a falta de sentimento para quando se sentir deslocado. (Isso é uma confusão!!!)

Tchau.


sábado, 15 de outubro de 2011

MEU egoísmo.

Eu tô me afastando de tudo e todos que me fazem mal.

Acho que pelo simples fato de que eu cansei de ouvir que não sou "bom-o-suficiente" (não exatamente com essas palavras), de que minha faculdade por ser PRIVADA não é boa, de que meu curso é isso e aquilo; de que eu cansei de ouvir pessoas me dizendo como eu devo viver minha vida e de pessoas que mal me conhecem (e não é por falta de convivência!) dizendo QUEM eu sou e COMO eu sou.
Você pode até interpretar isso como um ato egoísta. E é mesmo. Tá na hora de EU ser egoísta, pois eu só ouvi o que ouvi até hoje por egoísmo dos outros que FALAM TANTO NELES que simplesmente não se interessam em me conhecer, em saber o que eu sinto e quem eu sou de verdade.
As pessoas, ignorantemente, têm a convicção de que me conhecem melhor do que eu mesmo. ISSO NÃO EXISTE. Ninguém vai me conhecer melhor do que eu. Nunca. Ninguém vive a minha vida, ninguém sabe como é ser eu, ninguém sabe o que mee chateia e o que me dá alegria se NÃO PERGUNTAREM. E ninguém tem a humildade de perguntar.
Eu já fui chamado de PREPOTENTE porque discordei de uma opinião.
E já fui chamado de PRECONCEITUOSO porque não aceitei uma explicação mentalista para determinado tipo de comportamento.
Fui chamado de GROSSO porque eu expressei minha opinião de maneira fidedigna.
E também já fui chamado de ESTÚPIDO porque não deixei a pessoa dizer o que quis como bem entendeu pra mim.

Eu não sou (e ninguém deve ser) um ser passivo perante outras pessoas.

Eu não vou mais deixar que esse tipo de coisa aconteça comigo, mas o problema é que algumas pessoas são tão egoístas que não vão deixar nunca de acharem que estão certas MESMO ESTANDO ERRADAS. Existem determinadas pessoas que falam que "pau é pedra". E você TEM que concordar para conseguir manter uma relação sadia. Cansei. Não vou mais ficar me omitindo pra conseguir ter uma vida social com esse tipo de pessoa. E também não vou fazer como essas pessoas e IMPOR minha opinião. Simplesmente vou me afastar.

Aí acabaram de me dizer que "PRA SE AFASTAR DE TUDO QUE TE FAZ MAL, VOCÊ TEM QUE MORAR EM UM IGLU."

NÃO MESMO.

Usando termos behavioristas: existem contingências aversivas que podem MUITO BEM ser evitadas, logo, não preciso ir morar em um iglu. Simplesmente preciso modificar contingências. ;)


Tenho que parar de achar que os outros se preocupam comigo. E ainda assim, mesmo que se preocuparem, EU tenho que me preocupar mais comigo, pois quando me encontrar sozinho, não terei ninguém por mim lá.

Eu tenho que ter o MEU egoísmo. Que talvez alguns interpretem como "amor próprio".

É disso que eu preciso. Morar num iglu, é. TALVEZ seja uma hipótese, porém desnecessária.

E você, que talvez perca seu tempo lendo os desabafos de quem vos escreve, não se deixe morar num iglu. Existem outras soluções menos OMISSORAS.

Beijos.


domingo, 20 de fevereiro de 2011

Suicídio: Mito X Realidade

Eu estava procurando um artigo científico de mesmo tema que quero escrever esse ano numa das disciplinas da grade na faculdade e me deparei com um da Ghislaine Bouchard, com tradução feita por Marilita de Castro, que em determinado ponto do texto aponta os mitos e realidades do suicídio. Achei interessante e vou postar aqui:




Mito: Quem quer se suicidar, não avisa.
Realidade: Em dez pessoas que se suicidam, oito dão pistas de suas intenções, mesmo que sejam mínimas. O suicídio é resultado de um processo que quase sempre pode ser acompanhado, ainda que possa desenrolar-se muito rapidamente nos jovens.

Mito: Um suicida quer realmente morrer.
Realidade: O suicida deseja parar de sofrer, não quer morrer realmente. Ele hesita entre a vida e a morte e deixa aos outros o cuidado de lhe salvar.

Mito: O suicida é covarde, ou corajoso.
Realidade: O suicida não atenta contra sua vida por covardia ou por coragem, mas por que sua vida é insuportável e porque ele não vê outra solução.

Mito: Suicida um dia, sempre suicida.
Realidade: A tendência ao suicídio é reversível. O processo não dura toda vida e pode ser afastado mesmo no caso de suicidas crônicos.

Mito: A pessoa que pensa em suicídio parece necessariamente deprimida.
Realidade: Os sintomas variam em função da personalidade de cada um. Sob a aparência de um bufão ou de um 'duro na queda' pode esconder-se uma grande tristeza.

Mito: Uma melhora nos riscos de suicídio significa que o perigo passou.
Realidade: Uma pessoa que toma a decisão de se matar pode parecer aliviada e até mesmo feliz. Pode-se pensar que a crise acabou, mas é agora que se deve estar mais vigilante. A grande maioria dos suicídios ocorrem nos três meses que se seguem ao começo da melhora.

Mito: A tendência ao suicídio não é hereditária.
Realidade: Pelo contrário, se há tentativas na família, o risco é maior.

Mito: Os suicidas são doentes mentais ou loucos.
Realidade: Nem todas as pessoas que querem livrar-se da vida padecem de uma doença mental e aquelas que a padecem, nem sempre tentam o suicídio. O suicida pode estar sendo vítima de um problema emotivo temporário ou haver perdido a esperança de sair de uma situação difícil, isso não o torna um enfermo mental.

Mito: Aquele que ameaça suicidar-se não o fará, trata-se de um meio de atrair a atenção.
Realidade: A ameaça de suicídio deve ser sempre levada a sério. A pessoa que atua dessa forma está sofrendo e necessita de ajuda. Mesmo em caso de tentativa de manipulação nas mensagens enviadas, não se deve esquecer que deve haver também uma grande dose de desespero para que se chegue a tal ponto.

Mito: Os suicidas têm uma personalidade fraca.
Realidade: Não existe uma personalidade suicída típica. Contrariamente, tratam-se de pessoas cheias de energia. Freqüentemente estão atravessando enormes dificuldades (perdas, rejeição, violação, depressão, etc.). Como exemplo temos o caso da Virgína Wolf, escritora inglesa, feminista e uma mulher das mais atuantes do início deste século.

Mito: O suicídio se produz comumente em meios economicamente desfavoráveis.
Realidade: O suicídio ocorre em todas as classes sociais.

Como disse, achei bacana e resolvi postar! Só!
Beijos!

"A escolha é clara: ou não fazemos nada e permitimos que um futuro miserável e provavelmente catastrófico nos alcance, ou usamos nosso conhecimento sobre o comportamento humano para criar um ambiente social no qual poderemos viver vidas produtivas e criativas, e fazemos isso, sem pôr em risco as chances de que aqueles que se seguirão a nós serão capazes de fazer o mesmo."

B.F. Skinner

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Obesidade - Olhar Comportamental

Sinto-me na obrigação de lhes passar o link do post sobre Obesidade do blog do @AlessandroVR (twitter): www.olharbeheca.blogspot.com
Ele discorre sobre a obesidade no ponto de vista do Behaviorismo:

http://olharbeheca.blogspot.com/2011/02/obesidade.html

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Educação leva ao Ateísmo?

Hoje eu estava dando uma olhada na comunidade "Ateus e Agnósticos" no Orkut e tinha uma enquete com tal título, descrição e alternativas a serem votadas pelos membros:

Uma educação de qualidade, isenta de qualquer posicionamento religioso, está ligada ao ateísmo?

Em uma sociedade culturalmente avançada, em que a educação não esteja sucateada como a nossa, o ateísmo pode ser mais presente em uma maioria, ou não tem nada a ver a educação com a posição religiosa.

( ) Sim, a educação pode formar ateus!
( ) Não, a educação não é ligada ao ateísmo!
( ) A família é quem forma o pensamento do indivíduo.
( ) A escola doutrina o futuro pensador.
( ) A educação pode abrir caminho a novos ateus.

É aqui que lhes digo minha opinião:
Eu sinceramente não acredito que a educação tenha necessariamente uma ligação com o ateísmo. Educação no sentido de criação, é claro; É um fato que a família é realmente quem dá todo um embasamento para a formação dos pensamentos e princípios do sujeito, mas é fato também que não são só os princípios dados pela família que este sujeito terá como bagagem.
Creio que tudo depende de como o indivíduo interpreta os acontecimentos e fatos ao longo da vida. A maioria das pessoas são criadas com bases religiosas, porém nem todas se tornam religiosas ou possuem uma religião. Digo mais, nem todas as pessoas que tenham sido criadas com princípios religiosos acreditam na existência de um deus. Tornarei-me o exemplo: Minha família inteira é católica, logo, você, leitor, pode ter certeza de que fui criado com princípios catolicistas, porém sou agnóstico.
E podem existir também famílias que não são religiosas e que os filhos, quando crescerem, poderão ser praticantes de alguma doutrina.
Logo, o que quis dizer com o 'tudo depende de como o indivíduo interpreta os acontecimentos e fatos ao longo da vida' é nada mais do que o que este indivíduo, adquirindo maturidade, conhecimento suficiente e embasamento teórico de algumas coisas atribui aos acontecimentos por ele vividos CAUSAS.
Se, por exemplo, eu sei que a causa da cura de alguém enfermo é a ação do medicamento no organismo desse indivíduo, o conhecimento e o esforço dos médicos, por que atribuiria todo o trabalho a um único ser?
E existem os outros que dirão: Se eu sei que a causa da cura de alguém enfermo é a mão divina iluminando a cabeça dos médicos e a saúde desse sujeito, por que esqueceria dos relatos da bíblia e atribuiria tudo aos remédios e aos médicos?
A questão do papel da escola na educação e formação de um indivíduo enquanto um ateu ou não depende muito da pedagogia e disciplinas adotadas pela instituição. Um exemplo é a disciplina Ensino Religioso na grade de um colégio e em outro colégio essa disciplina não ser dada, o que me faz voltar a dizer: depende da interpretação do indivíduo. É a mesma questão da família. O sujeito pode ou não atribuir causas a Deus ou à Ciência, por exemplo. Depende muito da visão que cada indivíduo tem de si mesmo, dos outros e do mundo ao seu redor.
E é assim que concluo o post de hoje!

Beijos!

*é visto que MUITAS pessoas têm dificuldade em discernir ou até mesmo não saberem a diferença entre o Ateu e o Agnóstico. Segundo o meu professor de Filosofia do ano passado, Rubem Mariano, formado em Teologia, Filosofia e Psicologia, a diferença é essa:
Ateu: Não acredita no deus que lhe é apresentado;
Agnóstico: Não acredita em nada fora do mundo físico.
E é por essa definição que eu pude me perceber e me definir como sendo agnóstico.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Obeligência

Três professoras, duas de português e uma de matemática, foram desaprovadas em concursos públicos.
Será que foi por que elas não conseguiram atingir a pontuação necessária para serem aprovadas? Não. Elas conseguiram pontuação suficiente...
Então, o que as fizeram reprovar?
Elas foram desaprovadas por serem obesas, o que nos leva a indagar:
O que é obesidade?
Segundo o site BANCO DE SAÚDE, "obesidade é uma doença caracterizada pelo excesso de peso, ocasionado por um grande acúmulo de gordura corporal. A técnica mais utilizada para diagnóstico da obesidade é o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC)."
Essas três professoras, mesmo sendo obesas, não têm problema algum de saúde (o que é confirmado por outros exames). A justificativa dos médicos é de que elas virão a ter problemas de saúde decorrentes da obesidade. Tudo bem, pode até ser que venham a ter mesmo. Obesidade prejudica a saúde, isso é fato e contra fatos não existem argumentos, porém, fumantes também podem vir a ter problemas de saúde causados pelo tabagismo e ainda assim são aprovados. (Entendem onde eu quero chegar?)
O ponto-chave disso tudo é o nosso conhecido PRECONCEITO.
Pra quem não sabe, preconceito é, segundo o dicionário, uma:
1. Ideia ou conceito formado antecipadamente e sem fundamento sério ou imparcial.
2. Opinião desfavorável que não é baseada em dados objetivos = intolerância
3. Estado de abusão, de cegueira moral.
4. Superstição.

Em outras palavras: BURRICE/IGNORÂNCIA.

Essas mulheres foram vítimas de um preconceito gravíssimo simplesmente por não terem o corpo de acordo com o padrão de beleza adotado pela maioria das pessoas hoje em dia. Agora, pergunto-lhes:
O que é preciso para um professora poder exercer sua profissão?
Um corpo escultural ou inteligência?
Eu tenho uma leve impressão de que é inteligência, capacidade de passar aos alunos o conhecimento adquirido durante anos de estudo e dedicação.
Agora lhes afirmo com toda a certeza que me é cabível: inteligência e didática não se situam no formato do corpo da pessoa. Situam-se no cérebro. Mais precisamente na área frontal, no córtex pré-frontal etc.
Se não fosse isso, não teria sentido algum eu ter estudado Sistema Nervoso Central o ano de 2010 inteirinho na faculdade.
Atividades cognitivas não são realizadas pelo estômago.
Agora, eu na minha posição de estudante de Psicologia, lhes pergunto também:
O que vocês acham que aconteceu com o psicológico dessas mulheres?
O que vocês acham que acontece com o psicológico de todas as pessoas (homens, mulheres, crianças, idosos, jovens) que sofrem preconceito por serem obesas?
A maioria das pessoas acha que para se emagrecer é "só fechar a boca". Errado.
Se "fechar a boca" quer dizer fazer dieta, tudo bem. Mas será que é só isso?
Será que as pessoas que são obesas só são obesas por que comem muito? Será que não existe nada por trás de toda essa compulsividade por comida?
Posso lhes afirmar de que pode existir alguma coisa por trás disso. Pode ser um componente emocional, uma condição hormonal, a própria genética. O que nos leva a concluir de que para emagrecer não é necessário só o acompanhamento do nutricionista. É algo mais multi-disciplinar: precisa-se de acompanhamento com médico endocrinologista, com psicólogos, com o próprio profissional da educação física, pois é necessária também a prática de exercícios físicos, etc.
Percebem que não é tão fácil assim emagrecer e ter o corpo perfeito?
Se fosse assim não precisaria existir tantos métodos e métodos de emagrecimento em todos os cantos do mundo. Concordam?
Creio que a questão seja só usarmos e malharmos um pouco mais de nossas massas branca e cinzenta e não só nos preocuparmos em malhar nossa massa magra, se me permitem a sinceridade.
É aqui que lhes deixo para usarem seus respectivos encéfalos!
Se não souberem, por favor, avisem que eu tento lhes mandar um manual de instruções! Não que eu tenha precisado de um, logicamente! Mas é bom ser precavido! ;-)
Beijos!

Fontes usadas:
http://www.bancodesaude.com.br/obesidade/o-que-obesidade
http://www.priberam.pt/

É como dizem:

"Vai ter que me engolir! E engolir é fácil, quero ver é me cag*r!"
Ninguém nunca lê o que eu escrevo aqui.