domingo, 8 de janeiro de 2012

Todo amor que houver nessa vida

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia!

E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente nem vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia

E se eu achar tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro, feito um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente, não!
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E algum veneno antimonotonia
E algum...


Frejat/ Cazuza

Sorrindo e acenando.

Mudanças, às vezes, podem não ser tão demoradas como a maioria de nós pensa; podem ser simplesmente abruptas, repentes, no "aqui e agora". E nós temos de estar preparados para a adaptação, creio eu. Precisamos acostumar-nos com nós mesmos. Com novos "eus", com novas situações e novos atos diantes dessas situações onde outrora agiríamos completamente diferente. Precisamos aceitar que mudanças vêm,muitas vezes deliberadamente e muitas vezes "forçadamente" e que na maioria das vezes, vem para o bem. Para o nosso bem-estar. E que "sorrir e acenar" seja a melhor opção dentro de um leque de atitudes grosseiras que poderíamos muito bem emitir sem arrependimento algum e com razão. Precisamos aceitar que as pessoas podem querer-nos em suas vidas ou não, por mais que você as queira ao seu lado. Mas fodam-se todos esses "precisamos", porque, na verdade, quem precisa fazer tudo isso sou eu.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Confusão

Sabe quando você se sente um pouco "deslocado"?
Sabe quando parece que falta alguma coisa para você realmente fazer diferença pra alguém?
Sei lá. Esses dias eu estava pensando: eu sou tão... substituível.
Tenho a sensação de sempre ser passageiro na vida das pessoas... quando elas não precisam mais de mim, me descartam, ou simplesmente substituem por alguém que possa oferecer mais.
Não digo isso como se fosse algo ruim realmente. Eu entendo que as pessoas têm o direito de "enjoarem" e de querer coisas novas.
O que me frustra é que eu sempre dou o meu melhor para todo mundo. Eu sempre quero o bem de todo mundo, principalmente meus amigos. Se eu pudesse abraçar todos e protegê-los de tudo, o faria. E, talvez, esse seja o meu maior erro.
Será? Sei lá. Eu sou cheio de defeitos também.
Defeitos alguns que eu nem ligo de ter. É bom ter defeitos. Ser "perfeitinho" demais, imagino que seja irritante, na mesma proporção.
Eu não sei o que sentir quando me sinto deslocado. Consegue entender?
Eu não sei se eu deveria ficar triste, decepcionado, irritado. Não sei nem com quem. Se com os outros ou comigo.
Sabe quando falta o sentir?
Eu sei lá.
Acho que esse foi mais um texto de incertezas. De devaneios. De como minha vida seria melhor se os "Se eu", "Se isso" acontecessem.
Possibilidades infundadas somente. E a falta de sentimento para quando se sentir deslocado. (Isso é uma confusão!!!)

Tchau.


sábado, 15 de outubro de 2011

MEU egoísmo.

Eu tô me afastando de tudo e todos que me fazem mal.

Acho que pelo simples fato de que eu cansei de ouvir que não sou "bom-o-suficiente" (não exatamente com essas palavras), de que minha faculdade por ser PRIVADA não é boa, de que meu curso é isso e aquilo; de que eu cansei de ouvir pessoas me dizendo como eu devo viver minha vida e de pessoas que mal me conhecem (e não é por falta de convivência!) dizendo QUEM eu sou e COMO eu sou.
Você pode até interpretar isso como um ato egoísta. E é mesmo. Tá na hora de EU ser egoísta, pois eu só ouvi o que ouvi até hoje por egoísmo dos outros que FALAM TANTO NELES que simplesmente não se interessam em me conhecer, em saber o que eu sinto e quem eu sou de verdade.
As pessoas, ignorantemente, têm a convicção de que me conhecem melhor do que eu mesmo. ISSO NÃO EXISTE. Ninguém vai me conhecer melhor do que eu. Nunca. Ninguém vive a minha vida, ninguém sabe como é ser eu, ninguém sabe o que mee chateia e o que me dá alegria se NÃO PERGUNTAREM. E ninguém tem a humildade de perguntar.
Eu já fui chamado de PREPOTENTE porque discordei de uma opinião.
E já fui chamado de PRECONCEITUOSO porque não aceitei uma explicação mentalista para determinado tipo de comportamento.
Fui chamado de GROSSO porque eu expressei minha opinião de maneira fidedigna.
E também já fui chamado de ESTÚPIDO porque não deixei a pessoa dizer o que quis como bem entendeu pra mim.

Eu não sou (e ninguém deve ser) um ser passivo perante outras pessoas.

Eu não vou mais deixar que esse tipo de coisa aconteça comigo, mas o problema é que algumas pessoas são tão egoístas que não vão deixar nunca de acharem que estão certas MESMO ESTANDO ERRADAS. Existem determinadas pessoas que falam que "pau é pedra". E você TEM que concordar para conseguir manter uma relação sadia. Cansei. Não vou mais ficar me omitindo pra conseguir ter uma vida social com esse tipo de pessoa. E também não vou fazer como essas pessoas e IMPOR minha opinião. Simplesmente vou me afastar.

Aí acabaram de me dizer que "PRA SE AFASTAR DE TUDO QUE TE FAZ MAL, VOCÊ TEM QUE MORAR EM UM IGLU."

NÃO MESMO.

Usando termos behavioristas: existem contingências aversivas que podem MUITO BEM ser evitadas, logo, não preciso ir morar em um iglu. Simplesmente preciso modificar contingências. ;)


Tenho que parar de achar que os outros se preocupam comigo. E ainda assim, mesmo que se preocuparem, EU tenho que me preocupar mais comigo, pois quando me encontrar sozinho, não terei ninguém por mim lá.

Eu tenho que ter o MEU egoísmo. Que talvez alguns interpretem como "amor próprio".

É disso que eu preciso. Morar num iglu, é. TALVEZ seja uma hipótese, porém desnecessária.

E você, que talvez perca seu tempo lendo os desabafos de quem vos escreve, não se deixe morar num iglu. Existem outras soluções menos OMISSORAS.

Beijos.


domingo, 20 de fevereiro de 2011

Suicídio: Mito X Realidade

Eu estava procurando um artigo científico de mesmo tema que quero escrever esse ano numa das disciplinas da grade na faculdade e me deparei com um da Ghislaine Bouchard, com tradução feita por Marilita de Castro, que em determinado ponto do texto aponta os mitos e realidades do suicídio. Achei interessante e vou postar aqui:




Mito: Quem quer se suicidar, não avisa.
Realidade: Em dez pessoas que se suicidam, oito dão pistas de suas intenções, mesmo que sejam mínimas. O suicídio é resultado de um processo que quase sempre pode ser acompanhado, ainda que possa desenrolar-se muito rapidamente nos jovens.

Mito: Um suicida quer realmente morrer.
Realidade: O suicida deseja parar de sofrer, não quer morrer realmente. Ele hesita entre a vida e a morte e deixa aos outros o cuidado de lhe salvar.

Mito: O suicida é covarde, ou corajoso.
Realidade: O suicida não atenta contra sua vida por covardia ou por coragem, mas por que sua vida é insuportável e porque ele não vê outra solução.

Mito: Suicida um dia, sempre suicida.
Realidade: A tendência ao suicídio é reversível. O processo não dura toda vida e pode ser afastado mesmo no caso de suicidas crônicos.

Mito: A pessoa que pensa em suicídio parece necessariamente deprimida.
Realidade: Os sintomas variam em função da personalidade de cada um. Sob a aparência de um bufão ou de um 'duro na queda' pode esconder-se uma grande tristeza.

Mito: Uma melhora nos riscos de suicídio significa que o perigo passou.
Realidade: Uma pessoa que toma a decisão de se matar pode parecer aliviada e até mesmo feliz. Pode-se pensar que a crise acabou, mas é agora que se deve estar mais vigilante. A grande maioria dos suicídios ocorrem nos três meses que se seguem ao começo da melhora.

Mito: A tendência ao suicídio não é hereditária.
Realidade: Pelo contrário, se há tentativas na família, o risco é maior.

Mito: Os suicidas são doentes mentais ou loucos.
Realidade: Nem todas as pessoas que querem livrar-se da vida padecem de uma doença mental e aquelas que a padecem, nem sempre tentam o suicídio. O suicida pode estar sendo vítima de um problema emotivo temporário ou haver perdido a esperança de sair de uma situação difícil, isso não o torna um enfermo mental.

Mito: Aquele que ameaça suicidar-se não o fará, trata-se de um meio de atrair a atenção.
Realidade: A ameaça de suicídio deve ser sempre levada a sério. A pessoa que atua dessa forma está sofrendo e necessita de ajuda. Mesmo em caso de tentativa de manipulação nas mensagens enviadas, não se deve esquecer que deve haver também uma grande dose de desespero para que se chegue a tal ponto.

Mito: Os suicidas têm uma personalidade fraca.
Realidade: Não existe uma personalidade suicída típica. Contrariamente, tratam-se de pessoas cheias de energia. Freqüentemente estão atravessando enormes dificuldades (perdas, rejeição, violação, depressão, etc.). Como exemplo temos o caso da Virgína Wolf, escritora inglesa, feminista e uma mulher das mais atuantes do início deste século.

Mito: O suicídio se produz comumente em meios economicamente desfavoráveis.
Realidade: O suicídio ocorre em todas as classes sociais.

Como disse, achei bacana e resolvi postar! Só!
Beijos!

"A escolha é clara: ou não fazemos nada e permitimos que um futuro miserável e provavelmente catastrófico nos alcance, ou usamos nosso conhecimento sobre o comportamento humano para criar um ambiente social no qual poderemos viver vidas produtivas e criativas, e fazemos isso, sem pôr em risco as chances de que aqueles que se seguirão a nós serão capazes de fazer o mesmo."

B.F. Skinner

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Obesidade - Olhar Comportamental

Sinto-me na obrigação de lhes passar o link do post sobre Obesidade do blog do @AlessandroVR (twitter): www.olharbeheca.blogspot.com
Ele discorre sobre a obesidade no ponto de vista do Behaviorismo:

http://olharbeheca.blogspot.com/2011/02/obesidade.html